Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
O Encontro de Ruas(Rio de Lama)
O Encontro de Ruas(Rio de Lama)
O Encontro de Ruas
Esta rua foi contemplada com Calçamento recentemente,mas ainda conta com o esgoto a céu aberto por isto não se assuste se quando você ver esta imagem ao vivo a mesma estiver esculpida de esgoto...
Beco da TeleBahia
Já se viram pés gigantescos atravessado no mesmo!
Quem nunca passou com um pouco de medo por ele depois das 23:00Hs?
Mitos ou vão!Mas o medo ficam!
Beco Sereia
Não que esteja ruim mas?
Se este beco podesse falar?
Não iria dar nada que preste!
Significado do nome=A moradora antiga da entrada do beco,tem o apelido de SEREIA!
Rua Nova
Se você segui enfrente vai chegar no Beco de Aurelio!
Ou quem sabe pega um atalho pela venda de Mundinho!
Mas se for voltar entre ai no Beco de Raimundinho!
Rua Nova Brasilia
Falar desta rua é falar das principais atividades que nela concentra!
O nego-fugido tem sua sede nesta rua!
Foi aqui que estava localizados maiores e melhores "bregas"da região,tanta gente já passou por aqui que até hoje pessoas chamam esta rua de "Rua do Brega".
Sem contar nas inumeras historias contadas por seus Habitantes...
Domingo, 25 de Novembro de 2007
Consciência Negra





O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.
Domingo, 18 de Novembro de 2007
Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
Quarta-feira, 14 de Novembro de 2007
A ciência que veio da lama: uma abordagem etnoecológica das relações ser humano/manguezal na comunidade pesqueira de Acupe, Santo Amaro-BA.
Os manguezais são ecossistemas que apresentam uma alta biomassa e concentração debiodiversidade. A alta produtividade favorece a explotação por muitas populações quevivem tradicionalmente da mariscagem e da pesca artesanal, como é o caso da quehabita o Distrito de Acupe em Santo Amaro-BA, situado na margem oeste da Baía deTodos os Santos. Entre os vários recursos utilizados localmente estão siris, caranguejos,camarões, bivalves e uma grande variedade de peixes. O presente trabalho tem comoobjetivo abordar a pesca e a mariscagem à luz da etnoecologia abrangente de Marques,utilizando-a como referência focal para identificar as conexões básicas que o serhumano mantém com o manguezal. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadascom pescadores e marisqueiras, buscando-se conhecer os pensamentos (conhecimentose crenças) e comportamentos envolvidos nas diversas modalidades de explotação.Também foi utilizada a técnica da observação direta, acompanhando-se o(a)sinformantes em suas atividades rotineiras de pesca e mariscagem. Durante osacompanhamentos foram feitos registros fotográficos com a finalidade de gerar umaetnografia visual. Os resultados foram analisados sob uma óptica emicista/eticista,inclusive comparando-se os conhecimentos locais com aqueles disponíveis na literaturacientífica e correlacionando-se os comportamentos observados com suas possíveisimplicações ambientais. Os dados obtidos revelaram um considerável corpo deconhecimentos possuído pelos pescadores e marisqueiras sobre classificação, ecologiatrófica, morfologia, fisiologia, fenologia, ecozoneamento e hidrodinâmica e sobre adinâmica do ecossistema manguezal, por vezes compatíveis com os conhecimentosacadêmicos. No contexto da mariscagem e da pesca no manguezal de Acupeevidenciaram-se claramente as cinco conexões básicas previstas pela etnoecologiaabrangente de Marques. Interações da comunidade pesqueira com os componentesmineral, vegetal, animal, com o próprio ser humano e com o sobrenatural revelaramformas de percepção e de utilização de recursos fortemente associadas à cultura local ecom importantes implicações ambientais.
Apoio à Comunidade de Vila do Acupe

Parceiro: Fundação Dom AvelarLocal: Acupe (BA)Contato: D. Ernestina (71) 452 33 81 / (71) 9127-9617
Na comunidade de Acupe, no Recôncavo Baiano, os homens sobrevivem basicamente da pesca e as mulheres da mariscagem. Os segredos dos mares vão passando de pai para filho. As crianças e adolescentes vão logo para o trabalho com os pais e encontram, ao longo da vida, poucas chances para desenvolver outras habilidades e para aproveitar a infância como ela deve ser: brincando, estudando, sendo estimuladas.
Mas para cerca de 400 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos do projeto Apoio à Comunidade de Vila do Acupe essa perspectiva começa a se transformar. Eles participam de atividades de capoeira, teatro, dança afro, esportes, artes plásticas e corte e costura, promovidas pela Fundação D Avelar. São acompanhados por uma assistente social e aos poucos vão resgatando a auto-estima. Como só podem participar se estiverem freqüentando a escola formal, ampliam suas expectativas na profissionalização em outras áreas de conhecimento.
As atividades ocorrem em um centro de formação, com salas, cabanas e refeitórios. O local antes abrigava um quilombo, sendo grande, colorido e com muitas árvores.
As famílias participam de palestras mensais que abordam os mesmos assuntos abordados com as crianças e os adolescentes: sexualidade, cidadania, drogas, etc.
Para influenciar políticas públicas, os líderes dos projetos compartilham as experiências com secretarias municipais e diretores de escolas.
As famílias participam de palestras mensais que abordam os mesmos assuntos abordados com as crianças e os adolescentes: sexualidade, cidadania, drogas, etc.
Para influenciar políticas públicas, os líderes dos projetos compartilham as experiências com secretarias municipais e diretores de escolas.
Jurema de Jesus dos Santos, de 15 anos, é uma das participantes do projeto. Sua família vive com uma renda de R$ 110,00 por mês. O pai é pedreiro, a mãe marisqueira, e ambos cursaram apenas a primeira série do ensino fundamental. Caçula de um grupo de sete irmãos, Jurema é uma adolescente muito inteligente, que mudou de vida quando passou a freqüentar as aulas de capoeira. Antes, passava as tardes na rua ou trabalhando em casa, ajudando a cuidar dos sobrinhos. Brigava muito com os colegas e não gostava de estudar. Hoje passa as manhãs no projeto e cursa a 6ª série. Descobriu novas maneiras de relacionar-se consigo e com os outros, resgatando a confiança para lidar com o cotidiano e a esperança de tecer planos futuros. “Aqui os professores me ensinam coisas boas e todos me tratam bem”, conta a menina, que também levou 3 sobrinhos para o projeto.
dos colegas de Jurema na Fundação é o Gilberto Regis Ribeiro, de 9 anos, estudante da 3ª série. Sua mãe recebe cerca de R$ 60,00 por mês catando siris e o pai está desempregado. Para ajudar na renda familiar, Gilberto vendia latas e garrafas que encontrava nas ruas, além de manga e caju, frutas típicas da região, e bolos. “Eu me virava para ter o que comer em casa”, conta. Após ingressar no projeto, dedica seu tempo às aulas de teatro e reforço escolar. Nas atividades de formação para a cidadania, destaca-se pela criatividade e compreensão dos temas abordados. Sua mãe, Claudenice, conta que Gilberto demonstra muito mais alegria em casa. “Parece que ele virou outro. Vive ensinando para a família tudo o que aprende no projeto”, afirma. Três dos oito irmãos também participam das atividades.
Uma atenção ao povo de Acupe
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